sábado, 23 de março de 2013

Mili-Surto - Lagartas


"Incompatibilizaram. Cobraram. Brigaram. Afastaram-se. Sentiram. Transformaram-se. Agora são o que deveriam ser um para o outro. Mas para outros."

sábado, 28 de janeiro de 2012

Micro-Surto - Amargura

"Amargura não nasce por geração espontânea, sempre tem quem plante a semente." - Casulo Pupa

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Papo bom

ELA diz:

e eu preciso ir deitar pq tenho que acordar cedo

:(


ELEELELELELE diz:

que pena...

hj eu to bom pra conversar...

:P


ELA diz:

pois é

vc está bom para conversar e eu com saudade :(


ELE diz:

“saudade”... é bom ler isso, sabia?


ELA diz:

é né


ELE diz:

é sim...

faz dar vontade de sentir saudade tb...

e retribuir o bom que é ler isso ;)

domingo, 11 de setembro de 2011

Terceiro Quintino

"O segredo não é correr atrás das borboletas... é pagar por elas em um colecionador de insetos..." - Terceiro Quintino

domingo, 17 de abril de 2011

Fios e Pegadas

Fios e pegadas (Alsife Ezá)


"Viagem de cerca de duas horas. Caminho longo, cheio de curvas, já sabia o quanto seria entediante e desconfortável a jornada de volta naquele circular intermunicipal. Esperei que todos entrassem, até mesmo a senhora que chegou depois, meio ofegante, trazendo duas bolsas cheias de coisas valorosas, a julgar pela força com que se agarrava a elas. Paguei a tarifa, me sentei do lado direito, acomodei a mochila e o guarda chuva, para que não dançassem a cada curva apressada. Tirei o livro da mochila, aquele que comecei há dois dias e que me impelia à leitura urgente, quase viciada. Livro bom é como entorpecente. Abri, mudei o marcador para o meio do livro, li o último parágrafo já lido, a fim de reavivar a intensidade sensorial abruptamente cortada pela chegada do ônibus e pelo tilintar coletivo das moedas. Falatório em redor não atrapalha, mas sons financeiramente metálicos desconcentram minha leitura; vai entender. A iluminação é ruim, e procuro em volta um lugar melhor e logo ali, no lado esquerdo, um pouco à frente, um lugar vago, na verdade os dois, bem embaixo da melhor lâmpada lateral, que mais iluminava. Parecia reservado para mim. Juntei mochila, guarda-chuva, livro fechado entre o polegar e o médio, com o indicador marcando a posição. Sentei, acomodei, voltei no mesmo parágrafo revitalizador e segui a leitura.

Pessoas entram e saem, sentam e levantam, rostos comuns e indiferentes. Solavancos e paradas constantes me desviam da leitura por alguns instantes, é quando percebo a troca de rostos. Normalmente procuro por belos rostos e formas, para amenizar a chateação da viagem e descansar os olhos da leitura sob a luz deficiente. Mas neste itinerário, difícil se deleitar com belas visões, o que me faz voltar à leitura em poucos segundos. Realmente, o livro consegue ser muito mais fascinante que qualquer acaso feminino no momento, se considerar que meus olhos têm vontade própria em relação ao gênero oposto.

Quando reparo que já não há mais pessoas em pé e os lugares voltam a vagar, me dou conta que estou quase chegando ao meu destino, faltando talvez vinte ou trinta minutos. Poxa! Nem vi o tempo passar... Caramba! Eu li todas essas páginas mesmo? Senti orgulho de mim, intelectualmente envaidecido. Será que alguém reparara minha notória qualidade de leitor voraz? Talvez não, talvez sim, pouco importa. Leio apenas mais um trecho só até o final do capítulo; marco, fecho e guardo o livro, para finalmente descansar um pouco a visão e também não ser surpreendido pela chegada do meu ponto em meio a transes de absorção literária.

Olhando pela janela, nada me interessa. Volto os olhos para o interior. Olho as horas, faltam cerca de quinze minutos. Entre os poucos passageiros sem graça, vejo um coque dois assentos à frente do meu. Sem explicação, começo a reparar-lhe os detalhes.

Coque bem feito, redondamente alinhado, com alguns fios soltos. Adoro fios soltos, rebeldes contra a ordem imposta pelas mãos que modelam os cabelos. Mas estes não eram rebeldes... não, não eram. Estavam propositalmente soltos, compondo com a suave penugem da nuca singular e belo convite à apreciação. Que manchas são essas? Não, não... são tatuagens... Interessante! Na nuca, no lado esquerdo, pouco abaixo de onde termina a penugem capilar, apontando para trás da orelha. Não são pequenas estrelas alinhadas, como provas de uma moda frívola. São pequenas pegadas de gato, quatro ao todo, imitando um rastro felino. Delicadas, me fazem tentar revelar suas intenções. Pegadas de gato, de gata, gatinha, felina, tigresa... há mesmo quem saiba escolher bem seus adornos. Como se quisesse exibir seu código felino, trajava regata preta, de pouco tecido nas costas; se parece com roupa de ginástica: exibe os ombros bem desenhados, um pescoço fino e longo, musculatura sutil e firme.

Mais um solavanco. O coque começa a se desfazer. Cuidadosamente, as mãos se apresentam. Unhas longas, bem feitas. São rosas? Sim, são rosas. Há quanto tempo não vejo unhas pintadas de rosa; normalmente são desenhos milimétricos muito bonitinhos, mas nada femininos, apenas infantis. Dedos longos e finos, como as unhas. Mãos de pele lisa e firme, revelam a juventude da observada. Será bonita? A escuridão da pista impede a visão externa de qualquer coisa que chame sua atenção e a faça virar o rosto. E como quero vê-la!

As mãos começam um balet lento e gracioso. Uma segura o coque, a outra retira o elástico. O cabelo começa a ser desenrolado cuidadosamente. A cada volta desfeita, um brilho novo de mostra. Quanto brilho! Pude tocá-lo com os olhos, e sentir a maciez: cabelos incrivelmente sedosos, macios, brilhantes... só em comerciais de TV se vê cabelos assim, seria possível? Todo liberto, se mostra longo. Castanho, liso, macio, longo e... belo. As mãos parecem dançar: seguram suavemente e enrolam duas vezes sobre a base, prende um laço com o elástico, enrolam mais duas vezes, prende, e termina a delicada escultura em quatro amarras totais. Parece uma rosa acastanhada feita de fios de seda.

O vento seca meus olhos. Seca? Como assim? Não piscara desde o segundo ato, a apresentação das mãos. A cena causava-me furtiva catarse. Embriaguei-me do momento fugaz, entreguei-me à contemplação solitária da beleza alheia, sem ser percebido. Senti vergonha, melindrei-me comigo mesmo, vi-me ingenuamente fascinado. Correu em mim calafrios adolescentes.

O espetáculo ainda não terminou. Ao ajeitar o coque com leves tapinhas, fez questão de puxar alguns fios, que se desprenderam do conjunto e graciosamente caíam sobre o pescoço nu e embora estivessem na frente, evidenciavam aqueles rastros felinos. Justamente aqueles fios mais finos, menores e mais claros, que parecem nascer unicamente para atrair carícias preliminares de prazer maior.

Sinto mais calafrios. Procuro sentir-me, investigo mentalmente minhas sensações. Busco sinais. Será possível? Refino a busca, de fato, não há tumescencia. Sinto os calafrios, e os calores são imaginários. Sim! Isso é além, é mais... já começou além da carne! Deixar de admirar é impensado, meus olhos não conseguem se desviar. Como será o rosto? Por que não se vira por um segundo que seja? Não... não vai virar... as mãos já me viram, brincaram em meus pensamentos e avisaram-na de seu pobre expectador... Mas bem que podia presentear-me, dar chance a uma rápida e singela troca de olhar, permitir ofertar-lhe minha admiração.

Chega meu ponto, levanto, toco o sinal. Já em pé, espero a derradeira oportunidade de ver-lhe o semblante, quero e preciso guardá-la em minha mente, mas ela não vira. Um casal com filhinho se aproxima, dá a passagem, e minha cordialidade me obriga a insistir que desçam primeiro. Percebo a lentidão, penso que se tivesse descido primeiro, daria tempo de andar pelo lado de fora e simular uma travessia de calçada, apenas para retê-la nas retinas. Que infeliz cortês!

Desço, olho as horas. No curto trajeto até meu castelo, faço cálculos. Penso nela, naquela dama de cabelos belos, mãos dançantes e rastros felinos perturbadores. Tive certeza.

Por quase dezesseis minutos amei uma rosa de fios de seda e rastros felinos de tinta."

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Mili-Surto - Dedos

“ - Mas e aí? Valeu a pena ter passado tanto tempo assim lá?
- Ah... Acho que valeu, sim...
...
...
...
- Por que você estrala tanto os dedos?
- ...
- Tudo bem, sem problemas. Foi mal...

Ele, sentado no banco, pouco abaixo dela, na poltrona, era visto com as juntas das mãos vermelhas, já sem sair qualquer som articulável. Ora ou outra ficava de cabeça baixa, pensativa.
5 minutos e meio. Ele levanta a cabeça, olha com a catarse de um jornalista enternecido ao narrar uma calamidade natural e os socorros recebidos de diversas partes do país...
Arranha a garganta.
Respira.

- Sabe... Mesmo... É que você é linda demais – agora agradecendo as ajudas voluntárias – e eu me sinto profundamente atraído por você. – Sorriso curto, de canto da boca – e como eu não tenho coragem de dizer, estralo os dedos... – E volta a estralar os dedos.

Expressão de “hein?”. Olhos curiosos. Ele continua sorrindo. E estralando os dedos e olhando.

- Hein?
- Você não está muito acostumada com isso, né? – o sorriso de meia-boca vira um sorriso inteiro, sereno. – Não sei fazer rodeios, tenho dificuldade enorme em organizar as idéias e manter um flerte contínuo. É mais fácil falar assim. – E ri.

Acha graça. Ri junto. Levanta, vai mudar de posição. Os olhos se acompanham. Que olhar é esse? Hum... Cara de malandro. Gosta. Ele pega no braço. Sente a mão firme. Olha com curiosidade. Cora. E ele fala. ”

sábado, 26 de junho de 2010

Pensatório

To pensando seriamente em comprar um notebook e me livrar do desktop... acabo de voltar do "pensatório" e como sempre, tive mil idéias pra escrever... voltei, sentei em frente ao pc e... e... e... nada!! As coisas fogem da cabeça, embora continuem lá... é estranho: parece que lá no pensatório o texto flui magnificamente, com desenvoltura, leveza, genialidade e beleza... mas é só levantar para as coisas desandarem... continuam lá, mas apenas o conteúdo, o assunto do futuro nati-morto texto, mas a coisa palpável, concreta, o texto em si, com suas ordens e desordens, coerência e surtos... aí já era...
Eu vim pra cá agora pra escrever algo sobre o “terceirismo pessoal”, algo que falarei futuramente, mas agora não consigo mais... to escrevendo sobre outra coisa que nem eu mesmo sei o que é... acho que vou discorrer sobre isso: sobre a dialética pensatoriana de estar sentando lá e aqui...
Ok, bola pra frente...
Pensando em termos producentes, o que faz alguém ordenar as idéias? Muitos dizem que é a prática, o exercício mental, a atividade intelectual freqüente, forçando o cérebro a criar mais e mais sinapses pra que as informações se encontrem mais facilmente, se conectem, formem novas informações e assim ocorra uma grande rave cerebral, com muita droga rolando e deixando os neurônios doidões e felizes, e o melhor é que são drogas naturais, produzidas pelo próprio cérebro... tecnicamente, é isso...
(acabei de ter uma rave cerebral agora, cheguei até a levantar da cadeira pra dançar, acreditem! kkk)
Mas em verdade, vos digo: não é nada disso!!! Esse negócio de sinapse é tudo balela... foi invenção do PSDB junto com o PT pra iludir a população... o que faz alguém ordenar as idéias é, na verdade, o momento e o local em que se encontram... sim, isso mesmo, essa ordem vem de fatores externos imediatos... claro que um pouco de exercício mental também ajuda, afinal, um cérebro obeso não agüenta correr... porém, se o momento e o local não contribuírem, nada feito... tenho como prova eu mesmo...
Sempre que estou no pensatório, as idéias vêm de uma forma realmente assustadora... vêm aos montes, de uma vez só... o curioso é os pensamentos já virem em forma de texto escrito: penso as frases como já estivem prontas pra publicar, com pontuações, concordâncias, coesão, coerência e toda essa parte chata da gramática... os textos são verdadeiramente lindos no quesito literariedade, mas só são lindos lá... o pensatório me faz muito feliz, e ao mesmo tempo muito triste... me sinto psicologicamente preso a ele, numa simbiose porca e perfeita: eu o alimento, e ele desperta meu cérebro... essa simbiose é muito vantajosa, mas não dá pra praticá-la em qualquer lugar... por isso essa dicotomia da criação textual em mim...
Fico realmente de saco cheio com isso... e até tento me valer de outros meios, mas não dá: lá, tudo é melhor...até mesmo um mísero tembral fica melhor quando feito lá... (ah!! “tembral”, algo que também falarei no futuro, pra qualquer dia desses, não sei quando... quaçquer dia vou precisar fazer um post, ou vários, só pra explicar minhas expressões, rs)
Eu gostaria realmente que as propriedades psíquicas literárias do pensatório me acompanhassem pra todo lugar... já até tentei estabelecer uma ligação telepática com ele, mas o desgraçado (modo de falar, viu? gosto muito de você, Tório) não colabora... ele só ajuda quando é alimentado, e infelizmente só consigo fazer isso 1 ou duas vezes ao dia...
Enfim... ou eu compro um notebook e levo pra lá, ou trago o Tório pra frente do pc...
Qual sai mais barato??

terça-feira, 22 de junho de 2010

Croutro

"Croutro" (S.m.) = Aquele que crê em outro

Croutro
(Casulo Pupa)

Por que, nas incontáveis situações,
faz, refaz e se desfaz tanto engodo?
Por que se torna hábito o ser todo
criar pra outrem falsas emoções?

Desdobrar-se nos recorrentes gestos
Treinados, não pensados, fatigados
Imbuídos, sim, com vazios vastos
Contendo só propósitos funestos.

Forçar os olhos pra ver se passar
Claramente aquilo que não se vê
Ludíbrio ingênuo, um mero “brincar”

Cala-se a vista, pois esta não crê
Num lúdico vil, fazendo maldar
A vã idéia que era você.

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(Somente croutre se for resiliente...)

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Democracia = Governo do Povo

Recebi esse texto por email, hoje... Infelizmente não sei o autor... Esse texto representa uma frase incrível, que não lembro onde lí, se não me engano é de algum filósofo grego (se alguem souber de quem é frase, me avise, por favor):
"Cada nação tem o governo que merece"

Vamos lá:


"Tá Reclamando do Lula? do Serra? da Dilma? do Arrruda? do Sarney? do Collor? Do Renan? do Palocci? do Delubio? Da Roseanne Sarney? Dos politicos distritais de Brasilia? do Jucá? do Kassab? dos mais 300 picaretas do Congresso?

Brasileiro Reclama De Quê? O Brasileiro é assim:
  1. Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.
  2. Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
  3. Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.
  4. Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura.
  5. Fala no celular enquanto dirige.
  6. Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.
  7. Pára em filas duplas, triplas em frente às escolas.
  8. Viola a lei do silêncio.
  9. Dirige após consumir bebida alcoólica.
  10. Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
  11. Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.
  12. Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.
  13. Faz " gato " de luz, de água e de tv a cabo.
  14. Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado,muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
  15. Compra recibo para abater na declaração do imposto de renda para pagar menos imposto.
  16. Muda a cor da pele para ingressar na universidade atravésdo sistema de cotas.
  17. Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20.
  18. Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.
  19. Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.
  20. Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como sefosse pouco rodado.
  21. Compra produtos pirata com a plena consciência de que são pirata.
  22. Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.
  23. Diminui a idade do filho para que este passe por baixo daroleta do ônibus, sem pagar passagem.
  24. Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
  25. Freqüenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho.
  26. Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis.... como se isso não fosse roubo.
  27. Comercializa os vales-transporte e vales-refeição querecebe das empresas onde trabalha.
  28. Falsifica tudo, tudo mesmo... só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.
  29. Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.
  30. Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.

E quer que os políticos sejam honestos...

Escandaliza- se com a farra das passagens aéreas...

Esses políticos que aí estão saíram do meio desse mesmo povo ou não?

Brasileiro reclama de quê, afinal?

E é a mais pura verdade, isso que é o pior! Então sugiro adotarmos uma mudança de comportamento, começando por nós mesmos, onde for necessário!

Vamos dar o bom exemplo! Espalhe essa idéia!

'Fala-se tanto da necessidade deixar um planeta melhor para osnossos filhos e esquece-se da urgência de deixarmos filhos melhores (educados, honestos, dignos, éticos, responsáveis) para o nosso planeta, através dos nossos exemplos...' "

Será que um dia um email como esse causaria vergonha em quem o lesse??

sábado, 29 de maio de 2010

Ser ou não ser o que mesmo??

PC SIQUEIRA FDP!!!!!! Isso mesmo!!! Ele é um FDP!!! Descobri os vídeos dele ontem, a Lali do Salto me mandou, dizendo que era a minha cara... de fato, é a minha cara, sim... adorei os vídeos... me identifiquei demais com o estilo de humor, etc... isso, nos primeiros 3 vídeos... já era tarde. Desliguei o pc e dormi.. fui trabalhar, cheguei em casa, comi os salgados que comprei no caminho, liguei o pc, e fui ver os vídeos desde o começo... tava empolgado, já tava achando que finalmente tinha encontrado alguém legal pra seguir na net, quem sabe a projeção do meu alter ego... entrei na lista, e comecei a ver desde o primeiro, por ordem cronológica...
O cara é nerd mesmo, não se pode negar... tem o genuíno humor nerd, que só outro nerd aprecia, e principalmente, entende...

http://www.youtube.com/watch?v=YCMK2nelTUo



Com o passar do tempo, fui vendo que a nerdice dele é algo genuíno demais... e aí comecei a ficar mal comigo mesmo... aos 29 anos, finalmente me aceito como nerd... batalha dura... um trabalho mental realmente foda... não é fácil se aceitar nerd, qdo vc cresce sem amigos nerds... anos e anos tentando esconder isso, observando e aprendendo com os outros como não ser nerd... nunca funcionou... mas eu tentei... ao observar o PC, descobri que não sou tão nerd assim...
E toda essa busca da minha psique forjada me fez ficar diferente... hj sou um híbrido... ao me comparar com o PC, vi que não sou mais nerd... tb não sou descolado... não tenho mais identidade...
Voltei a estaca zero... mais um ponto que me remete à certeza de que sou um homem-quase (o que é diferente de quase homem... qqr dia discorro sobre o tema)... nem nerd consigo ser mais!!!
Bem... na verdade, o Fábio já tinha me definido há muito tempo atrás... sou igual a ele... sou um neo-nerd... Darwin certamente nos colocaria na escala evolutiva dos nerds... só não sei se abaixo ou acima... bebo, fumo, gosto de sexo... saio pouco, mas qdo saio é pra chegar em casa só depois do sol alto... não gosto de HQ, tenho verdadeira aversão a RPG, e tenho vontade de bater em quem diz gostar disso... nunca gostei de videogames, não curto rock estrangeiro, não sou urbano... adoro natureza, mato, cachoeira, acampar... não tenho medo de gente, embora goste de ficar sozinho, sou altamente sociável, até mais do que eu mesmo posso imaginar... mas gosto de coisas intelectuais... não gosto de pessoas burras... sou eskisito, magrelo, pálido, baixinho, cabeçudo, feio, uso óculos... as pessoas me olham estranhamente, intrigadas com algumas coisas que falo...
enfim... sei lá... só sei que desde a infância tinah tudo pra ser um nerd de verdade... ou ser um descolado de verdade... e hj não consigo ser nenhum dos dois... mas nunca tinha percebido isso de verdade... eu achava que era nerd... e hj vi que não sou...
continuo adorando os vídeos do PC, mas se eu o visse na rua, quebraria a cara dele... prefiro pensar que ele não existe, que é computação gráfica... assim tenho menos raiva...
PC Siqueira... vc é fodástico!!!!! Mas não deixa de ser um filho da puta!!! Vai tomar no meio do olho seu cu!!!

(escrito direto, sem parar, sem revisar... e postado do jeito que ficou... culpa do PC)

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Estênicos

(Por Terceiro e Sade Kaos)

Faça algo sórdido, socialmente desprezível... mas algo que só você saiba... escolha bem, precisa ser prazeiroso, de modo que quando fizer/cometer/ocorrer/permitir a tal sordidez, isso lhe conceda o mais inspirado prazer, mesmo que a racionalização do momento cause efeitos colaterais, físicos ou morais...
O prazer repreendido é único: só você o tem, da forma que quer, conhece, controla... e ninguém mais em qualquer lugar ou época pode conceder isso, que é só seu...
Ao não ter atendido alguma expectativa ou desejo vinculado a outrem, fica mais fácil diminuir e até evitar possíveis frustrações... você prova da segurança, experimenta serenidade, se delicia com auto-confiança e se farta de autonomia...
Viver um mundo só seu não é para qualquer um... quem o vive possui riqueza interior, guardada, para ser usada em momentos de crise... não se abala com miudezas mundanas, meramente mundanas...
Conheça sua vileza, deguste-a... crie seu próprio prazer sócio-repreensível... experimente bastar-se... tenha sua âncora mental, você pode precisar dela algum dia...
Conte-me, você já fez algo sórdido hoje? A prática leva à perfeição...

sábado, 21 de novembro de 2009

Embuído de vazio

Quero escrever... mas não sei o que... desde a ultima postagem (faz muito tempo) a cabeça ferve, vive em ebulição... mas nunca sai nada... é foda quando a cabeça anda mais rápido que a disposição... sempre foi assim, e talvez continue sendo... mas hoje ta mais fácil: a total falta de vontade, disposição, interesse, animo e idéias me ajudaram... dessa vez não tem como pensar, pensar e pensar e depois perceber que já perdeu a linha de raciocínio, o que dificulta muito colocar no papel (ou na tela)... hoje estou vazio... completamente vazio, sem nada que valha a pena comentar... curiosamente, nesses momentos é que me sinto mais eu... hoje estou no clima de “outrar” mas já postei isso antes, então também não vale a pena colocar aqui... pra hoje, coloco algo beeem mais antigo, o primeiro soneto do Alsife, que tenho certeza que ta mais pra Casulo...
Ah!! E só pra lembrar: se o soneto pareceu confuso, leia outra vez... se continuar confuso, leia outro blog... lá vai:

ÉGODA
(Alsife Ezá)

Canto I

O primeiro é naturalmente rosto;
Produzido, o segundo mascara.
Já cola-se à derme, se torna chaga,
E ao prurir, em si, o pior desgosto.

Foi engenho, pr’á que fosse oposto;
Um sobre o outro, o que não agrada,
Furtar um ser que a si mesmo enfada
E criar outro, em detrimento ao tosco.

E o novo, à luz, ganha, assim, a vida
Que o oculto, na sombra, não verá,
Por uma natureza fraca, contida.

Com razão, o segundo chora, pede
Ao primeiro que suma, que se vá,
Que permita à mascara ser pele.


(esse é só o Canto I... se algum dia eu estiver vazio de novo, coloco os demais)

domingo, 4 de outubro de 2009

Poeteiros

Hoje, 4 de outubro... ao passar pelo Salto15Vermelho, vi algo que sabia, mas ha muito ja não lembrava... HOJE É O DIA DO POETA!!!

Sempre tive uma queda pelos versos, e até tentei rabiscar algumas coisas, mas não consegui... Por sorte, o Alsife apareceu e me deu a honra de emprestar as mãos a quem saiba escrever...

Passei um tempo quebrando a cabeça pra entender o que é ser poeta.. ainda não consegui, mas ja tenho algumas pistas: ser poeta não é escrever, até o Sarney escreve; ser poeta não é dominar a literatura, livros didáticos tem conteúdo de sobra... ser poeta é... simplesmente ser poeta!! Não precisa escrever, se o poema lhe causa estranhamento, você se sintoniza com o poeta que o escreveu. Se não somos poetas ao escrever, o somos ao ler (A uma poeta)... No fim, todos que apreciam isso tem 'alma de poeta'... somos simplesmente... POETAS!!

Eu queria colocar algo legal aqui... mas a Dona Lali ja fisgou Pessoa primeiro... tudo bem, Bandeira e Cecília também arregaçam... vamos lá:














Poética - Manuel Bandeira

Estou farto do lirismo comedido
Do lirismo bem comportado
Do lirismo funcionário público com livro de ponto expediente
protocolo e manifestações de apreço ao Sr. diretor.
Estou farto do lirismo que pára e vai averiguar no dicionário
o cunho vernáculo de um vocábulo.

Abaixo os puristas
Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais
Todas as construções sobretudo as sintaxes de exceção
Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis

Estou farto do lirismo namorador
Político
Raquítico
Sifilítico
De todo lirismo que capitula ao que quer que seja fora de si mesmo

De resto não é lirismo
Será contabilidade tabela de co-senos secretário do amante
exemplar com cem modelos de cartas e as diferentes
maneiras de agradar às mulheres, etc

Quero antes o lirismo dos loucos
O lirismo dos bêbedos
O lirismo difícil e pungente dos bêbedos
O lirismo dos clowns de Shakespeare

- Não quero mais saber do lirismo que não é libertação.

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Motivo - Cecília Meireles

Eu canto porque o instante existe
e a minha vida está completa.
Não sou alegre nem sou triste:
sou poeta.

Irmão das coisas fugidias,
não sinto gozo nem tormento.
Atravesso noites e dias
no vento.

Se desmorono ou se edifico,
se permaneço ou me desfaço,
— não sei, não sei. Não sei se fico
ou passo.

Sei que canto. E a canção é tudo.
Tem sangue eterno a asa ritmada.
E um dia sei que estarei mudo:
— mais nada.

domingo, 27 de setembro de 2009

Questão

"Qual é a questão do Mundo Legionário? Qual é a razão dele existir? Pode ser uma vontade de expressão, lúdica e vã, em busca somente e apenas do prazer solitário. Pode ser um afago ao ego, toques sutis na vaidade numa pitoresca arte de envolver, arrebanhar olhos pra si. Em qualquer dos devaneios, infere-se – ou não – sentido de “ser”... Quanta ineficácia!" – Casulo Pupa

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Achados e perdidos

Fazendo faxina no pc, encontrei algo de muito tempo... um depoimento do orkut que um amigo me mandou... uma das poucas pessoas que me conhecem de verdade (ele só me conhece pq se parece comigo... é tão surtado quanto eu, rsrs). Salvei esse pequeno texto pq achei a definição perfeita... e como encontrei hj, resolvi colocar aqui tb:

"Está aí alguém que tem alguma noção sobre o meio em que vive. Sabe que é indelével o passado e o futuro incerto. Faz as apostas muitas vezes errôneas mas não vive a vã ilusão de que elas um dia irão dar certo.Tem sempre uma palavra divertida para situações que, se não fossem trágicas, seriam cômicas.E tem algo que digamos... louco! Com picos de puro claustro e com picos de extroversão e sociabilidade que deixaria qualquer político de queixo caído!Tende a realizar grandes coisas, mas sempre encontra a barreira que esse mundo hipócrita fez, e muitas vezes, se sente culpado por não conseguir transpor essas barreiras!E sobretudo e contudo, é um grande amigo!Abraços cara!"


Fabio, valeu cara... sinto falta das nossas conversas doidas... precisamos terminar as teorias da "Matéria Ambiente" e dos "Pacotes de Pensamentos"...

domingo, 20 de setembro de 2009

Ensaio sobre Caramelos Marinhos


Fico pensando sobre as relações linfáticas... Serão meros desesperos grelo-sociais? Talvez não, talvez sim... Mas a questão principal é: de que forma os taturanamentos góticos podem vistoriar as caçambas imperiais? Sei lá... Isso me engravida... Me torna peralvilho antes os alvéolos suburbanos do crepúsculo madrugadesco.

Entre tantas pigmentações, penso que nada poderia esborrachear o fado cinético e tempestuoso da calmaria amarela... É como se em cada soberbismo fático houvesse uma organela fétida, conjurada por fetiços harrypotteranos...Enfim... Nada se consome em tudo... E aqui fica minha dica...

(Escrito em 2 minutos, com a lentidão necessária pra se fazer direito)

(Esse texto também foi publicado no Salto15Vermelho. Clique na imagem ou aqui)

sábado, 19 de setembro de 2009

ENEM!!!!

Pérolas do ENEM... outubro tá aí, e vou fazer ENEM também... será que meu surtos estão no mesmo nivel desses abaixo??

As frases e os comentários dos avaliadores:

"O sero mano tem uma missão..." (A minha, por exemplo, é ter que ler isso!)

"O Euninho já provocou secas e enchentes calamitosas.." (Levei uns minutos para identificar o El Niño...)

"O problema ainda é maior se tratando da camada Diozanio!" (Eu não sabia que a camada tinha esse nome bonito)

"Enquanto isso os Zoutros... tudo baixo nive..." (Seja sempre você mesmo!!)

"A situação tende a piorar: o madereiros da Amazônia destroem a Mata Atlântica da região." (E,além de tudo, viajam pra caramba, hein?)

"O que é de interesse coletivo de todos nem sempre interessa a ninguém individualmente." (Entendeu ....?)

"Não preserve apenas o meio ambiente e sim todo ele." (Faz sentido)

"O grande problema do Rio Amazonas é a pesca dos peixes." (Achei que fosse a pesca dos pássaros.)

"É um problema de muita gravidez." (Com certeza...se seu pai usasse camisinha, não leríamos isso!)

"A AIDS é transmitida pelo mosquito AIDES EGIPSIO." (Sem comentário)

"Já está muito de difíciu de achar os pandas na Amazônia" (Que pena.Também ursos e elefantes sumiram de lá)

"A natureza brasileira tem 500 anos e já esta quase se acabando" (Foi trazida nas caravelas, certo ?)

"O cerumano no mesmo tempo que constrói, também destroi, pois nos temos que nos unir para realizarmos parcerias juntos." (Não conte comigo)

"Na verdade, nem todo desmatamento é tão ruim. Por exemplo, o do Aeds Egipte seria um bom beneficácio para o Brasil" (Vamos trocar as fumaças pelas moto-serras)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Relacionamentando

Pqp! Hoje, logo hoje, me bateu... uma tijolada na cabeça!! Analisando uma conversa, talvez fosse uma conversa, ou debate, lamento de qualquer coisa do Terceiro com o Casulo, vi o que poderia me pôr a brincar com as letras...
Viam seu próprio Zeitgeist, ou melhor, do grupo, do Legionário... de confuso, foi clareando... entendi o que poderia tentar... vou escrever sobre o que já posso saborear do meu cérebro, desde tantas mudanças drásticas e repentinas...
Pensando só, agora. A cabeça entende, mas ainda não mudou. Se a cabeça não muda, o resto não muda. Mas até que teve muitas mudanças também: o ânimo, a disposição mental, os próprios pensamentos correm num ritmo diferente... conexões neurais novas, mais sinapses...
A cabeça ta fervendo... me vejo hoje, agora, morando sozinho, namorando... perto dos trinta, totalmente abobalhado com idéias que não sei de onde vêm pra cometer tal loucura... rsrs... agora pouco, depois do banho, comecei a conversar com o espelho – prática que recomendo a todas as pessoas – e como sempre, ele disse coisas racionais e sensatas... gosto dele, sempre tem boas observações dos fatos...depois de conversarmos, ele me disse pra prestar atenção nele, no espelho... pra ver a cara que eu tava... me falou que já passou da hora, e que era pra eu encarar...
Com certeza, desde o fatídico dia as coisas estão clareando aos poucos, como neblina em inverno, que demora a dissipar...
Boralá... se não for agora, quando vai ser então?? que o medo tenha medo de mim, rsrsrs...
Relacionamentos. O que é se relacionar? Trabalho, estudo, família, namoro, tantas formas de se envolver com pessoas... troço difícil esse. Lidar com pessoas é algo tão tosco quanto as próprias pessoas que constituem esse processo. É algo chato. Chato mesmo, pode acreditar... se prestar atenção no relacionamento, vai ver que é chato. Ainda bem que prestamos pouca atenção nele, hehehehe... os processos que se desenrolam no engenho do relacionamento é que são interessantes. É curioso como aprende-se a conhecer o outro, quase que mecanicamente, sem fórmula, o cérebro registra e armazena padrões que mudam ou se fixam conforme o tempo da relação. Já pensou nisso? Como conhecemos o outro? O que nos faz conhecer a pessoa que convive conosco? É uma fórmula incrível... deve ser genético, herança de algum ancestral mais amistoso, rs...

A mente voa longe... teorias e mais teorias... Esse post iria demorar muito mais, mas to com preguiça de discorrer sobre o assunto... outro dia eu termino...
Se o texto pareceu confuso, leia de novo... se continuar confuso, leia outro blog, kkkk...

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Estréia!!!!!!

Escrever... coisa prazerosa, porém difícil de começar. Criei o blog há algum tempo, mas nunca soube exatamente sobre o que escrever... Lendo o blog da Diva Lali, acabei por me impulsionar, fora tantos outros que já leio, esse em especial me ajudou: vi que ela escreve coisas simples e fantásticas, exatamente o oposto do que eu me propunha, de escrever coisas interessantes, inteligentes, “saboreáveis”, mas que no fim nunca chegavam ao nível do que eu esperava e sempre iam pro lixo, ou pra lixeira, ou eram apagadas direto (com shift + del). Percebi meu perfeccionismo, e resolvi escrever qualquer coisa, como isso que está sendo redigido ao sabor do acaso, como uma conversa de MSN... Também não estou preocupado com ortografia mesmo sendo da área de letras (como sou contra a nova reforma ortográfica, me reservo o direito de ser rebelde e contrariar algumas noçõezinhas de concordância e sintaxe, mesmo que não sejam abrangidas pela novas regras), assim, vou seguir a Diva, e escrever, somente escrever... quem sabe não consigo levar esse blog adiante, como ela natural e docemente faz? E assim vai...
Começo difícil, mas não impossível... Agradeço à Diva pelo impulso...

E pra começar direito, lá vai um texto de meus grandes amigos Alsife Ezá e Casulo Pupa, que, ineditamente pela primeira vez sem haver outras vezes antes da vez anterior, escreveram algo em conjunto. Eis o que duas mentes de uma são capazes de fazer quando a mente original se parte em duas:



“OUTRAR” - (Alsife Ezá / Casulo Pupa)

Não quero ser inteligente, nem burro, nem bonito, nem feio, nem bom, nem mau...
Quero trilhar caminhos comuns e conhecidos, gostar de clichês, crer no que a maioria crê, fazer o que a maioria faz, pensar o que a maioria pensa.
Não quero entender o que ninguém entende, quero fazer cara de paisagem ante um assunto complicado...
Acreditar em coisas inacreditáveis, quero ter fé... por mais ilógica que seja.
Me iludir só com coisas iludíveis...
Não mais medir forças para provar o improvável.
Quero errar, e repetir o erro, varias vezes... e me revoltar com isso... e jamais aprender...
Que o fantasma da razão não me atormente com auto-análises cáusticas, muito menos com análises, ainda mais ácidas, sobre tudo que me cerca.
Esquecer os males recebidos, também os enviados.
Quero não saber que tudo pode se repetir, para não mais temer em seguir em frente...
Aprender a perdoar, pedir perdão... Aceitar que tudo é como é, e que não posso fazer nada, só aceitar...
Não quero estacar num ponto da vida, e perder o que não posso perder, mesmo que não faça a mínima idéia do que seja.
Ah... quero gozar da volubilidade, dessa tão confortável volubilidade...
Sem crises de consciência! Quero errar, e não perceber que errei, mesmo que me falem...
Sem me preocupar com evoluções internas, se machucarei alguém, antes que isso aconteça... Principalmente, sem me preocupar se serei machucado.
Não quero pensar em mais nada... Nem mesmo quero pensar!!!
Quero ficar em silencio, e ouvir, dentro de minha cabeça, somente grilos cantando...
Não quero criar teorias sobre fatos e comportamentos, não quero entender como e porquê coisas acontecem e atos são feitos.
Quero repetir jargões, ditos populares, como se fossem a filosofia mais exata possível (e talvez até sejam), quero pertencer ao senso-comum. Quero sê-lo!
Sentir o corpo arder, e confundir com sentimento puro.
Me enganar, acreditar que cada fato aparentemente novo é, de fato, novo.
Que as semelhanças me pareçam diferentes, e que as diferenças me pareçam semelhantes...
Ser semelhante aos que me são diferentes, e diferente de meus semelhantes...
Errar em conclusões, acertar no que nem pensei.
Quero ver, e somente ver... Sentir, e somente sentir... Só quero dividendos de operações matemáticas, talvez nem delas...
Não mais perder tempo em escrever textos afetados, dúbios, confusos, incoerentes... Quero matar o lirismo poético, que não me serve de nada... nada que seja útil de fato.
Não quero mais querer.
Quero fugir de mim, descansar... Para só depois me abrigar em mim mesmo.


(Esse texto também foi publicado no Salto15Vermelho. Clique na imagem ou aqui)
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